domingo, 18 de abril de 2021
Sobre o graça
Sobre o tempo veloz
quinta-feira, 1 de abril de 2021
Nada está bem, nada nunca ficará bem
As coisas não estão boas. Em tempo algum elas nunca estiveram boas. É preciso sempre lembrar disso, de que nada está bem e nada nunca ficará bem. Nesse chiqueiro chamado terra onde os porcos humanos chafurdam na lama nada poderá ficar bem até que o último ser humano desaparece.
segunda-feira, 15 de março de 2021
Gozo perpétuo
O que é a ciência, a filosofia e a arte senão o gozo perpétuo da humanidade. Mas a arte ainda tem uma grande vantagem: ela não pretende resolver nada. Sua vocação é ser irresolutamente gozosa.
segunda-feira, 1 de março de 2021
A culpa universal
domingo, 14 de fevereiro de 2021
Desespero
Tudo que a humanidade produziu e produz - arte, religião, ciência, tecnologias - é a expressão do desespero. Desde que a vida toma consciência de sua finitude, todas as suas realizações são formas desesperadas de se perpetuar e esquecer da morte.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
"Obra de arte"
Que coisa estúpida é este termo: "obra de arte". Nada além do que uma invenção dos sujeitos "cultos" para alçarem o gesto a uma categoria de prestígio e de cifra. Eu não acredito em "obra de arte". O que faz de tal ou qual objeto uma "obra de arte" está no âmbito da subjetividade que domina o discurso e se faz lei. O que importa é uma criticidade elevada pela construção do gosto na pluralidade da experiência estética sem a qual o gosto carrega o selo do grupo dominante ou a marca decadente de uma cultura de massa.
Sobre a passagem do tempo
Há uma melancolia inevitável na passagem do tempo. Mas há também nisso uma beleza consoladora.
sábado, 23 de janeiro de 2021
Sobre a arte
Não é o belo que é uma necessidade humana, é a ilusão. No mundo tudo se resume a ilusão. Política, Ciência, Religião, Tecnologia. Toda ilusão perpassa pela arte. A arte talvez tenha sido a primeira técnica de ilusão produzida pelo homem. Conhecer arte é entender os mecanismos de ilusão que permeiam toda a sociedade em todos os tempos.
domingo, 4 de outubro de 2020
Da maturidade
A existência infantil é aquele que vive alheia às forças que a dominam e determinam, naturais e culturais. Na juventude se é em parte consciente, dando-lhe o poder de moldar seu futuro com as mãos - ainda que nas ínfimas possibilidades que lhe são dadas. Quando na maturidade, a existência humana pode enfim fruir tudo aquilo que conquistou para si, seu domínio, ao mesmo tempo em que vê todo o seu passada desmoronar, levado como que por uma onda se aproximando cada vez mais para, enfim, engoli-lo.